NotíciasGinastas do Abel brilham no Gymnaestrada da Suíça

Grupo lembra chegada de suíços ao Brasil em coreografias especialmente preparadas para o mundial

O grupo de 40 atletas da Ginástica Artística Niterói e da Ginástica Rítmica Laura Seixas (atividades extraclasse oferecidas no Centro Cultural La Salle) que integrou a delegação de 700 ginastas brasileiros no Gymnaestrada 2011, realizado de 10 a 16 de julho na Suíça, retorna às aulas nessa segunda-feira, 1º de agosto, com cargas especiais na bagagem. Mais do que o reconhecimento pelas belíssimas apresentações que fizeram, as atletas (quase metade alunas do Abel) viveram no mundial momentos ricos de integração. “Foi uma oportunidade ímpar de lidar com diversas culturas e uma série de diferenças, como o grupo de atletas inglesas especiais que, portadoras de Síndrome de Down, deram um verdadeiro show de graça e emoção, demonstrando a importância e a necessidade da inclusão social. Tudo foi, sem dúvida, um aprendizado para a vida”, destaca a ginasta e professora Laura Seixas.

 
Ginástica na essência - Reforçando a avaliação de Laura, as também professoras e ginastas Isabel Roboredo e Suzana Thomas, à frente do grupo de ginástica artística, lembra que o evento não tem fins competitivos, visando a ginástica em sua essência. “É como nos Jogos Olímpicos, criados para a confraternização dos povos que recorriam às modalidades da ginástica para comemorar o fim das guerras, celebrando ainda os esportes”, resume Isabel Roboredo, ressaltando, no entanto, que todos os participantes do Gymnaestrada são selecionados pela Confederação Brasileira de Ginástica.
 
Noite brasileira entre as mais concorridas - Dentro da filosofia do Gymnaestrada de promover a mistura de culturas para retratar expressões corporais das mais diversas regiões, cada país levou para o mundial o que tem de mais marcante. O Brasil começou sua apresentação revivendo a chegada dos suíços em caravelas ao país em um imenso mar azul representado por 150 ginastas brasileiros, entre eles as atletas do La Salle. “A noite brasileira foi uma das mais concorridas, com os ingressos esgotados dois meses antes do evento que teve coreografias lindíssimas”, diz Suzana Thomas, recordando ainda a apresentação de “País Tropical”, finalizando com a representação do sol que aparece de norte a sul do Brasil. Agora é treinar para ver se formamos equipes para representar de novo o Abel no próximo Gymnaestrada, em 2015, na Finlândia. Mas antes tem o Gym For Life em 2013, na África do Sul. Esse sim, com caráter competitivo.

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